PROPENSÃO À DEPRESSÃO EM PACIENTES COM CÂNCER DE CABEÇA E PESCOÇO EM MONTES CLAROS

Renata Inácio Pereira, Cláudio Marcelo Cardoso, Sabina Pena Borges Pêgo, Leide Diana Teixeira Dimopoulos, Daniella Reis Barbosa Martelli, Fábio Ribeiro

Resumo

PROPENSÃO À DEPRESSÃO EM PACIENTES COM CÂNCER DE CABEÇA E
PESCOÇO EM MONTES CLAROS

Resumo: Objetivo: Avaliar a relação entre depressão e câncer em pacientes com câncer de cabeça e pescoço,
além de conhecer o perfil sócio demográfico desses indivíduos. Método: A amostra foi composta por 60
pacientes avaliados no Hospital Dilson Godinho, em Montes Claros (MG). A escala utilizada para medir
a propensão à depressão foi a Mini International Neurophychiatric Interview. Foram realizadas análises
descritivas e bivariadas e a significância estatística foi aferida pelo teste qui-quadrado, com nível de 5,0%
(p ≤ 0,05). Resultados: 78,3% dos pacientes eram do sexo masculino, a média de idade foi de 60,9 anos. Os
indivíduos eram, predominantemente, casados (45,0%), com primeiro grau incompleto (50,0%) e renda per
capita inferior ou igual a dois salários mínimos (90,0%). A idade apresentou associação significativa com
o episódio depressivo maior (p = 0,018) seguida das variáveis dor (p = 0,038), dificuldade para dormir (p
= 0,009) e dificuldade para se exercitar (p = 0,049). Não se observou associação entre tabagismo, etilismo,
doenças prévias e tratamentos complementares com o desfecho. Conclusão: É importante investigar fatores
que possam influenciar a qualidade de vida de pacientes afetados por câncer, a fim de planejar intervenções
que visem a melhoria do seu bem-estar.

Palavras-chave

Câncer de cabeça e pescoço; Depressão; Dor; Episódio depressivo maior

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