Urinary infection in outpatients: microbiological profile and drug resistance

Carlos Eduardo Mendes D’Angelis, Túlio Antunes Moreira, Geraldo Edson Souza Guerra Júnior, Dorothea Schmidt França, Karina Andrade de Prince, Ana Cristina Carvalho Botelho

Resumo

INFECÇÕES URINÁRIAS EM PACIENTES AMBULATORIAIS: PERFIL MICROBIOLÓGICO E RESISTÊNCIA ANTIMICROBIANA

 

Urinary infection in outpatients: microbiological profile and drug resistance

 

Abstract: The urinary tract infection (UTI) is one of the most common infections and the second most prevalent bacterial infection in the population. The study aimed to determine the prevalence of UTI in outpatients, its etiology and to characterize the profile of antimicrobial resistance. A retrospective and cross-sectional study of the requested urocultures was performed in the clinical analysis laboratory of the Center for Health Care and Professional Practices in Montes Claros/MG, from January to December 2018. The microbiological analysis followed the recommendations of the National Sanitary Surveillance Agency and the Clinical and Laboratory Standards Institute. Of the 153 analyzed urine cultures, 38 (24.8%) showed positive results for UTI. Among the positive, 94.7% patients were female, and aged 41-64 years (44.7%). The most frequent etiological agent was E. coli (68.4%), followed by Enterobacter sp. (13.2%) and Staphylococcus sp (7.9%). High resistance rate of E. coli was identified for some antibiotics of choice for the treatment of UTI such as tetracycline (54.54%), nalidixic acid (52.17%), cephalexin (50%), ampicillin 45,45%), sulfazothrin (42.1%) and ciprofloxacin (31.8%). The highest resistance indices for both E. coli and other agents were attributed to ampicillin and tetracycline. Conclusion: These data demonstrate the need to know the reality of each region, contributing to the safe and effective empirical antibiotic choice, when it is not possible to perform antimicrobial susceptibility culture and test, as well as to reduce morbimortality, costs and the development of multiresistance bacterial.

 

Resumo: A infecção do trato urinário (ITU) é uma das infecções mais frequentes e a segunda infecção de origem bacteriana mais comum na população. Objetivos: Determinar a prevalência de ITU em pacientes ambulatoriais, sua etiologia e caracterizar o perfil de resistência aos antimicrobianos. Metodologia: Realizou-se estudo retrospectivo e transversal das uroculturas solicitadas no laboratório de análises clínicas de uma clínica escola da cidade de Montes Claros/MG, no período de janeiro a dezembro de 2017. Resultados: Foram avaliadas 153 uroculturas, das quais 38 (24,8%) eram positivas, com predomínio do sexo feminino (94,7%) e com idade entre 41 e 64 anos (44,7%). O agente etiológico mais frequente foi E. coli (68,4%), seguido por Enterobacter sp. (13,2%) e Staphylococcus sp (7,9%). Identificou-se alta taxa de resistência de E. coli a alguns antibióticos de escolha para o tratamento da ITU, como tetraciclina (54,54%), ácido nalidíxico (52,17%), cefalexina (50%), ampicilina (45,45%), sulfazotrin (42,1%) e ciprofloxacina (31,8%). Os maiores índices de resistência, tanto para E. coli quanto para os demais agentes, foram atribuídos a ampicilina e tetraciclina. Conclusão: Esses dados demonstram a necessidade de conhecer a realidade de cada região, contribuindo para a escolha antibiótica empírica segura e eficaz, quando não é possível realizar cultura e teste de susceptibilidade antimicrobiana, além de diminuir a morbimortalidade, os custos e o desenvolvimento de multirresistência bacteriana.

Palavras-chave

Urinary tract infection; Escherichia coli; Antibiotics; Infecção do Trato Urinário; Escherichia coli; Antimicrobianos.

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