Lesões orais diagnosticadas na clínica de estomatologia da Universidade Estadual de Montes Claros/unimontes

Gercica Ribeiro Silva, Daniella Reis Barbosa Martelli, Hercílio Martelli Júnior, Lívia Máris Ribeiro Paranaiba

Resumo

Resumo: Objetivo: Determinar a prevalência das lesões orais diagnosticadas na clínica de Estomatologia da Universidade Estadual de Montes Claros, Minas Gerais Metodologia: A análise foi feita por meio de dados coletados a partir 1.504 prontuários clínicos dos pacientes assistidos no serviço de Estomatologia da Universidade. As informações foram transferidas para um banco de dados construído no programa SPSS® e submetidos à análise descritiva. Resultados: Das lesões de mucosa bucal, as principais hipóteses diagnósticas foram hiperpalsia fibrosa (16,2%), mucocele (11,2%) e candidíase (6,6%), localizadas, principalmente, em lábios (20,9%), palato (14,6%) e língua (13,5%). As lesões, em sua maioria, foram submetidas a apenas uma biópsia (48,3%) ou não foram biopsiadas (47,1%). Dentre as lesões passíveis de realização de biópsia, as diagnosticadas com maior frequência foram as hiperplasias fibrosas (13,2%), mucocele (8,1%), líquen plano (3,5%) e carcinoma de células escamosas (3,5%), tendo, então, como medidas terapêuticas a cirurgia (40,2%), prescrição medicamentosa (18%) e proservações (17%). O perfil encontrado foi de paciente do gênero feminino, feoderma, não usuários de próteses, de drogas ilícitas, tabaco ou bebidas alcoólicas, com idade entre 31 a 60 anos, provenientes de Montes Claros ou outros municípios do Norte de Minas. Conclusões: A diversidade de lesões bucais observada reforça a importância do conhecimento dessas manifestações a fim de facilitar o diagnóstico e a implementação de políticas de prevenção.

Palavras-chave

Saúde bucal. Estomatologia. Epidemiologia.

Texto completo:

Texto completo

Apontamentos

  • Não há apontamentos.