Comportamento de risco para HIV e tuberculose em população carcerária de Montes Claros-MG

Andreia Farias Alquimim

Resumo

O objetivo desse trabalho foi determinar os comportamentos de risco para HIV e tuberculose em população carcerária de Montes Claros-MG. Foi empregado, no interior do presídio, um questionário semi-estruturado, bem como foi coletado o escarro e feito a cultura do mesmo e realizado o teste rápido de HIV nos participantes. Para análise da prevalência e aspectos clínicos da tuberculose, responderam ao questionário 61 detentos (as), com idade média de 28,42 ± 5,65 anos. O tempo de prisão dos detentos (as) foi de 27,49 ± 26,64 meses. O teste de cultura realizado nos detentos (as) apresentou um índice de 100% de fator negativo. 13,1% relataram que teve ou tem tuberculose e 21,3% não sabiam. Para análise da prevalência e situação de risco do HIV responderam ao questionário 138 detentos (as), com idade média de 29,55 ± 8,56 anos. O tempo de prisão dos detentos (as) foi de 34,22 ± 6,60 meses. Não foi encontrado nenhum detento (a) com sorologia positiva. 15,9% detentos (as) relataram que possuíam mais de quatro parceiros (as). 61,6% afirmaram que usam camisinha e 21% relataram que não utilizam nenhum método contraceptivo. Quando abordados sobre outras situações de risco, 2,2% afirmaram serem homossexuais, 35,5% são usuário de drogas, 2,9% declararam o compartilhamento de seringas e 71% possuem tatuagens. Espera-se que esse trabalho possa contribuir para as condições atuais da Tuberculose e HIV/ AIDS no sistema carcerário brasileiro, estimulando a realização de outras investigações e servindo para orientar a adoção de medidas preventivas.

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