Violência doméstica contra a mulher e atenção à saúde: Uma revisão sistematizada da literatura

Cícera Renata Diniz Vieira, Emanuella de Castro Marcolino, Alessandro Leite Cavalcanti

Resumo

Este estudo objetivou analisar a violência doméstica contra a mulher e as implicações do setor saúde frente a este fenômeno. No que tange à percepção das mulheres em relação ao atendimento prestado nos serviços de saúde, os estudos apontaram que a maioria delas não procura o setor saúde por acreditar que a violência que sofrem não é um problema de saúde, ou ainda por não se sentirem acolhidas nestes serviços. O maior número de consultas mostrou-se associado com eventos repetitivos de violência por parceiro íntimo, em geral, eventos graves e relacionados com abusos físicos e sexuais, geralmente referenciados por outros serviços médicos ou judiciais. Dentre os estudos com profissionais de saúde, 86% foram realizados em serviços de atenção básica e 14% em serviços hospitalares e revelaram que as práticas em saúde têm sido desgenerificadas e acabam por reproduzir as desigualdades de gênero no cotidiano. Tal violência não é registrada como agravo à saúde da mulher, gerando subnotificação e invisibilidade. Deste modo, faz-se necessário a ampliação da rede de atenção a mulheres em situação de violência doméstica, evitando limitar a prática a ações isoladas, que por si não dão conta da complexidade do fenômeno.

Palavras-chave

Violência doméstica; Violência contra a mulher; Atenção à saúde.

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