Saber-se quilombola, ser quilombola: o enredamento de Brejo dos Crioulos (MG) nas tramas do aparelhamento estatal

João Batista de Almeida Costa

Resumo

As idas e vindas da Comunidade Negra Rural de Brejo dos Crioulos no Norte de Minas desde a instauração do processo de saber-se sujeito coletivo tradicional, portador de direitos constitucionais que possibilitam garantir a sua reprodução social e a sua permanência histórica projetada para o futuro, constitui-se o material básico deste artigo. A reafirmação do passado ancestral exigiu da comunidade o resgate da trajetória histórica desde tempos que lhes são imemoriais ao tempo presente, atualizando o conhecimento dos diversos processos de territorialização vivenciados por esse grupo social. Assim, revivificados, vêem-se enredados nas tramas do aparalhemento estatal, vistos por eles como garantidor dos direitos dos “fortes” contra os “fracos”, no processo de desterritorialização e comprometimento da reprodução social do seu território tradicional, e não como garantidor dos seus direitos constitucionais.

Palavras-chave

Quilombos; Direitos Constitucionais; Agência administrativa; Atuação Política

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